Poema: Ao Poeta M.W.
Perdão Machado, Adélia, Eça, Florbela,
Pessoa…todos! Perdoem-me!
Ah, Diógenes, encontrei hoje um homem!
Não, não! É uma criatura, digo-lhe:
Um poeta, uma alma singela!
Não escreve versos
Decifra a alma
Não escreve o novo
Descreve o humano
Esmiúça nos dedos
A palavra exacta
Que eterniza o velho…
São simples poemas
É a velha língua lusa
Em alma brasileira
Tão nova. Tão "lusidia"
Sentimentalmente
Poesia!
E daí? -Perguntam-me vocês todos.
Almas por nós canonizadas
Por que perdoarem minha insolência
Em dizer que encontrei hoje um poeta?
É que em verso algum
Algum dia
Minh’alma sincera e vazia
De palavra humana que cativa
Encontrara espelho fiel
Hoje, serena e sombria,
Encheu-se de luz divina
Nos versos deste poeta
Que com palavra humana cativa
O que só pode fazer por Deus
Que certamente é quem o alumia!
Kênia Geórgia G. Barbosa
29 de Novembro de 2004

